Ganhar dinheiro

Como um aplicativo de serviços ganha dinheiro: as cinco formas de faturar

Um aplicativo de serviços ganha dinheiro de cinco jeitos: comissão em cada serviço, mensalidade do profissional, destaque pago na busca, anúncio do comércio local e créditos comprados antes. Você não precisa ligar todos, e a combinação certa muda com o tamanho do aplicativo e com o tipo de serviço.

Por Lumière DigitalPublicado em 5 min de leitura

Painel de Ganhos com a comissão sobre o serviço ligada e o destaque pago
A tela de Ganhos do painel, no aplicativo de demonstração. Os valores são de exemplo.

Quem abre um aplicativo de serviços na própria cidade não ganha com o serviço em si: quem limpa, conserta e monta é o profissional. O dono do aplicativo ganha por organizar o encontro entre quem precisa e quem atende, e por dar a esse encontro segurança, agenda e pagamento. A questão é como cobrar por isso.

As cinco formas de faturar

1. Comissão por pedido

Uma porcentagem de cada serviço fechado pelo aplicativo. É a forma mais conhecida e a mais justa para o profissional, porque ele só paga quando ganha. O ponto fraco aparece no mês fraco: pouco pedido, pouca comissão.

2. Mensalidade do profissional

Um valor fixo por mês para estar no aplicativo. Entra dinheiro mesmo quando os pedidos caem, o que dá previsibilidade. Em compensação, assusta o profissional no começo, quando o aplicativo ainda tem poucos clientes. Uma saída é o plano grátis com cota: quem não assina ainda recebe alguns pedidos por mês.

3. Destaque na busca

O profissional paga para aparecer primeiro no tipo de serviço dele por um período. Funciona bem quando já há vários profissionais disputando o mesmo serviço, e é opcional para quem paga.

4. Anúncio dentro do aplicativo

Espaço de propaganda para o comércio da cidade: a loja de material de construção, a vidraçaria, a farmácia. Quem anuncia fala direto com quem está cuidando da casa, e você ganha sem depender do volume de pedidos.

5. Créditos comprados antes

O cliente compra saldo adiantado e usa nos próximos pedidos. O dinheiro entra no caixa antes do serviço, e o cliente tende a voltar para usar o que comprou.

Como o app ganha dinheiro. A comissão, a taxa do Pix, a assinatura e os anúncios, e onde cada valor aparece no Financeiro. Telas do aplicativo de demonstração, com pessoas e valores de exemplo.

Combinar formas de cobrar

Na prática, os aplicativos que se sustentam misturam receitas. Um arranjo comum é começar só com a comissão, para não espantar ninguém, e ligar o destaque e os anúncios quando o aplicativo ganha movimento. A mensalidade entra depois, quando o profissional já sabe quanto o aplicativo traz para ele.

Há também ajustes finos na própria comissão:

  • Comissão em camadas: uma porcentagem para cada categoria de serviço e para cada faixa de volume do profissional;
  • Comissão mínima: um valor mínimo por pedido, para o serviço barato também valer a pena;
  • Passe do profissional: ele compra 30 dias e trabalha sem comissão até um teto.

Essas variações estão no plano Ilimitado da Lumière. Você pode ver cada uma funcionando em Funções em ação, na parte de ganhos.

Como escolher a sua comissão

Não existe porcentagem certa, e desconfie de quem diz que existe. A boa comissão é a que o profissional aceita pagar sem pensar em fechar por fora. Para chegar nela, olhe quatro coisas:

  1. O valor médio do serviço. Em serviço barato, uma porcentagem pequena quase não paga a operação, e aí entra a comissão mínima.
  2. A margem do profissional. Quem compra material para o serviço sente mais a comissão do que quem só vende a mão de obra.
  3. Quanto ele gasta hoje para conseguir cliente. Panfleto, anúncio, horas no WhatsApp. O aplicativo precisa sair mais barato do que isso.
  4. O que o cliente ganha pagando por dentro. Garantia, pagamento protegido e avaliação são o motivo para ninguém combinar por fora.

Comece mais baixo e ajuste com os números do painel. Subir comissão depois que o profissional se acostumou é mais difícil do que começar baixo e ligar outras receitas.

Como o dinheiro de cada serviço se divide

Aqui entra o tal do split de pagamento: a divisão automática de um pagamento entre mais de um recebedor. No aplicativo de serviços, funciona assim:

  1. o cliente paga o serviço no aplicativo, por Pix ou cartão;
  2. o dinheiro fica guardado enquanto o serviço não termina;
  3. o cliente confirma que terminou e avalia o profissional;
  4. o sistema divide o valor: a parte do profissional vai para ele, e a sua comissão fica com você.

Se o cliente esquecer de confirmar, o painel tem um prazo para liberar sozinho. Prazo curto agrada o profissional, prazo longo protege o cliente. E se algo der errado, o cliente abre uma disputa e você decide com a conversa e o pedido na tela, antes de o dinheiro ser liberado.

A comissão sobre o serviço, com os dias para liberar sozinho, e o destaque pago. Valores de exemplo do aplicativo de demonstração.
A comissão sobre o serviço, com os dias para liberar sozinho, e o destaque pago. Valores de exemplo do aplicativo de demonstração.

Sem essa divisão automática, sobra para você receber tudo e repassar à mão, com planilha, comprovante e conta de cabeça. É exatamente o trabalho que o aplicativo existe para tirar das suas costas.

Um exemplo de conta

A simulação da página inicial começa com estes números: 40 profissionais ativos, 12 pedidos por profissional no mês, serviço de R$ 120 em média e comissão de 12%. Dá 480 pedidos, R$ 57.600 movimentados e R$ 6.912 de comissão. Tirando a mensalidade do plano Padrão (R$ 327), sobram R$ 6.585.

É uma simulação, e não uma promessa. Os números da sua cidade podem ser bem diferentes, para cima ou para baixo, e o começo costuma ser mais lento. Mexa nos controles da simulação com números pé no chão. E repare que a conta deixa de fora a mensalidade dos profissionais, o destaque, os anúncios e os créditos, que também entram para você.

Se você ainda está comparando modelos, o artigo sobre aplicativo tipo GetNinjas mostra a diferença entre cobrar por contato e cobrar comissão sobre o serviço fechado.

Perguntas frequentes

Como um aplicativo de serviços ganha dinheiro?

Com comissão sobre cada serviço fechado, mensalidade cobrada dos profissionais, destaque pago na busca, anúncios do comércio local dentro do aplicativo e créditos que o cliente compra antes de pedir. Dá para usar uma forma só ou combinar várias.

Quanto cobrar de comissão num aplicativo de serviços?

Não existe um número certo. Olhe o valor médio do serviço, quanto sobra para o profissional e quanto ele pagaria para conseguir o mesmo cliente de outro jeito. Comissão alta demais empurra o serviço para fora do aplicativo. Comece mais baixo e ajuste com os números do seu painel.

O que é split de pagamento?

É a divisão automática de um pagamento entre mais de um recebedor. No aplicativo de serviços, o cliente paga uma vez e o valor se divide sozinho: a parte do profissional vai para ele e a comissão fica com quem administra.

A Lumière fica com uma parte da minha comissão?

Não. A Lumière não cobra comissão sobre os pedidos e não limita a quantidade de pedidos. Você paga a entrada e a mensalidade do plano, e o que o aplicativo faturar é seu.

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Cinco maneiras de ganhar, e nenhuma passa por nós.

A Lumière não cobra comissão sobre os seus pedidos. Você escolhe no painel quais formas de cobrar ligar, e acompanha cada valor no Financeiro.

Ou veja antes todas as funções em ação, em vídeo.

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