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Aplicativo tipo GetNinjas na sua cidade: como o modelo funciona e onde ele pode mudar

Um aplicativo tipo GetNinjas junta, num lugar só, quem precisa de um serviço e quem faz. O que muda de um para outro é quem paga, quando paga e por quê, e é aí que um aplicativo da sua própria cidade pode fazer diferente.

Por Lumière DigitalPublicado em 4 min de leitura

Tela de categorias de serviços com anúncios de parceiros
Tela de pedido com valor, endereço e horário
O catálogo e o pedido no aplicativo de demonstração: o cliente contrata com preço à vista, sem esperar orçamento.

GetNinjas é marca de outra empresa, citada aqui só como referência de um modelo conhecido. A Lumière não tem ligação com ela.

Quando alguém procura um "aplicativo tipo GetNinjas", quase sempre está pensando numa coisa: um lugar onde o morador pede um serviço e vários profissionais aparecem para atender. Esse é o modelo de marketplace de serviços. Mas por baixo dessa ideia existem jeitos bem diferentes de fazer a conta fechar, e eles mudam a vida de quem trabalha no aplicativo.

Como funciona o modelo de cobrar por contato

Na página para profissionais, o próprio GetNinjas explica o modelo dele: o profissional recebe os pedidos de graça e só paga para liberar o contato dos clientes que quiser atender, com moedas compradas no aplicativo. A página também diz que o profissional fica com o valor inteiro do serviço e não paga mensalidade.

Esse é o modelo de cobrança por contato, também chamado de venda de lead. Funciona assim:

  1. o cliente descreve o que precisa;
  2. os profissionais veem o pedido e escolhem em quais querem investir;
  3. quem paga recebe o telefone ou o e-mail do cliente;
  4. a conversa, o preço e o pagamento acontecem por fora, direto entre os dois.

O ponto forte é a simplicidade: a plataforma não mexe no dinheiro do serviço. O ponto fraco é que o profissional paga para tentar. Se o cliente já fechou com outro, sumiu ou só queria um preço de referência, o contato pago não vira serviço.

O outro modelo: comissão sobre o serviço fechado

No modelo por comissão, o serviço é contratado e pago dentro do aplicativo. O cliente escolhe o profissional, marca o horário, paga por Pix ou cartão, e o dinheiro fica guardado até o serviço terminar. Aí o valor se divide: a parte do profissional vai para ele e a comissão fica com quem administra o aplicativo.

O que mudaCobrar por contatoComissão do serviço fechado
Quando o profissional pagaAntes, para falar com o clienteDepois, só quando o serviço acontece
Se o serviço não fecharO valor do contato já foiNinguém paga nada
Onde acontece o pagamento do serviçoPor foraDentro do aplicativo
Garantia e disputaFicam entre cliente e profissionalO aplicativo segura o dinheiro, e quem administra decide a disputa
AvaliaçãoDepende de o cliente voltar para avaliarFaz parte do fim do pedido

Nenhum modelo é bom ou ruim em si. O de contato combina com serviço grande e personalizado, em que o orçamento muda muito de um caso para outro. O de comissão combina com serviço do dia a dia, com preço que dá para mostrar antes: faxina, montagem de móvel, troca de chuveiro, manicure em casa. Há mais detalhes sobre cada forma de cobrar em como um aplicativo de serviços ganha dinheiro.

Dá para ter os dois no mesmo aplicativo

Um aplicativo de serviços pode ter um catálogo, com serviços de preço fechado que o cliente contrata em poucos toques, e um mural de pedidos, onde o cliente publica o que precisa e recebe propostas quando o serviço depende de orçamento.

No mural, o profissional também pode usar moedas para mandar a proposta. A diferença está nas regras: no aplicativo de demonstração da Lumière, por exemplo, as moedas voltam para o profissional se o cliente nem abrir a proposta. É o modelo por contato com uma regra mais justa para quem trabalha.

Moedas justas. O profissional usa moedas para mandar proposta no mural, e elas voltam se o cliente nem abrir. Telas do aplicativo de demonstração, com pessoas e valores de exemplo.

O que um aplicativo da sua cidade faz de diferente

Um marketplace nacional tem marca conhecida e alcance. Um aplicativo da sua cidade compete por outro lado, que o nacional não alcança:

  • Você conhece os profissionais. Pode chamar para conversar, conferir o trabalho e aprovar um por um antes de aparecerem para o cliente.
  • O suporte está na cidade. Quando dá problema, quem resolve sabe onde fica o bairro.
  • A marca é da cidade. O nome do aplicativo pode ser o da cidade ou da região, e a divulgação acontece no boca a boca, no grupo do bairro e no comércio local.
  • As regras são suas. Comissão, mensalidade, destaque e anúncio: você liga o que fizer sentido para os seus profissionais.

O caminho mais curto até aqui costuma passar pelo que já existe: o grupo de WhatsApp onde a cidade pede indicação. O artigo sobre grupo de WhatsApp de prestadores de serviço mostra como esse grupo vira negócio.

Como ter um aplicativo tipo GetNinjas na sua cidade

  1. Escolha o modelo de cobrança (contato, comissão ou os dois) pensando no tipo de serviço que mais vai rodar.
  2. Escolha os serviços de partida, de três a cinco, que você consegue cobrir bem.
  3. Junte os primeiros profissionais antes de chamar os clientes.
  4. Tenha o aplicativo: do zero, numa ferramenta ou pronto com a sua marca. A comparação está em como criar um aplicativo de serviços.
  5. Lance na cidade, começando pelos canais que não custam nada.

Perguntas frequentes

Existe aplicativo tipo GetNinjas para a minha cidade?

Existem marketplaces nacionais de serviços, e existe a opção de ter um aplicativo próprio, com a sua marca, só para a sua cidade ou região. No aplicativo próprio, você escolhe os profissionais, as regras e a forma de cobrar.

Como funciona o GetNinjas para o profissional?

Segundo a página do próprio GetNinjas, o profissional vê os pedidos de graça e compra moedas no aplicativo para liberar o contato dos clientes que quiser atender. A negociação e o pagamento do serviço acontecem direto entre os dois.

Como criar um aplicativo parecido com o GetNinjas?

Você precisa de um app para o cliente pedir, um app para o profissional atender e um painel para administrar, além de decidir o modelo de cobrança. O caminho mais rápido é um aplicativo pronto com a sua marca, configurado para a sua cidade.

Qual a diferença entre cobrar por contato e cobrar comissão?

No modelo por contato, o profissional paga para falar com o cliente, feche ou não o serviço. No modelo por comissão, o serviço é pago dentro do aplicativo, e o profissional só paga uma parte quando o serviço é feito.

Lumière Digital

Um aplicativo de serviços com o nome da sua cidade.

Você escolhe os profissionais, as regras e a forma de cobrar. A Lumière entrega o app do cliente, o app do profissional e o painel, com a sua marca, e não cobra comissão sobre os pedidos.

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